Crise financeira da saúde coloca a prova ganhos éticos dos últimos anos e é preciso atenção


Data de Publicação: 05/05/2023
Crise financeira da saúde coloca a prova ganhos éticos dos últimos anos e é preciso atenção
Os fornecedores de produtos e serviços de saúde iniciaram o debate sobre sustentabilidade sistêmica, valor ao paciente e dilemas éticos da atividade econômica destacando a crise financeira do setor, no pós-pandemia, com gargalos e atrasos de pagamentos. 
 
A mesa foi mediada pela professora da Fundação Getúlio Vargas, Lígia Maura Costa. “Não basta você ser ético, você tem que ser ético quando ninguém está olhando, quando todo mundo está olhando e quando todo mundo está fazendo pressão para que você não seja ético”, salientou, complementando: “Investimento em ética não é custo”. 
 
O vice-presidente do Conselho de Administração Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), César Nomura, avaliou que “o ecossistema se acomoda quando está estável, mas com a pressão econômica, é preciso trabalhar para resolver os dilemas éticos, trazer essas questões para discutir de maneira clara e envolvendo as diferentes associações”.
 
Para o diretor executivo da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), é um momento de dificuldade, com aumento da sinistralidade muito acima do esperado. E a dificuldade nos convida a reforçar o discurso da ética. “Esse é o momento mais importante de colocarmos na frente os ganhos de transparência que tivemos”, disse Bruno Sobral. 
 
Já o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (Abimed), Fernando Silveira Filho, defendeu um alinhamento setorial, destacou que a tecnologia contribui positivamente no PIB e que o financiamento da saúde não vai crescer. “A gestão dos recursos da saúde no Brasil precisa ser revista”. 
 
O gerente Jurídico & Compliance da Interfarma, Luiz Roberto Silva Jr., destacou que, “embora sejamos todos convertidos – vestimos a camisa da ética – é importante fazer uma análise sobre o que evoluímos e onde ainda precisamos evoluir”, citando os temas que a Semana da Ética abordou: importância da educação nas escolas de medicina e a gestão de sucesso de muitos hospitais públicos, que precisa virar referência para outras instituições.
 
A crise sanitária da Covid-19 foi mais uma vez citada pelo presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (Abraidi). “A pandemia trouxe vontade e necessidade de trabalharmos juntos. Antigamente apontava-se o dedo para o culpado. Sem termos transparência de onde estão os focos dos problemas, não chegaremos à conclusão é solução. A ética começa pela educação. Por isso o projeto deve contemplar ética desde a base”, afirmou Sérgio Rocha. 
 
Quem não pôde participar do evento, ou quem quiser rever, os vídeos estão no canal do IES no youtube, para acessar, clique aqui.
 

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