Ecossistema Ética Saúde de Ética Empresarial aposta em inteligência de dados, monitoramento e controle social para combater irregularidades no setor


Data de Publicação: 12/05/2026
Ecossistema Ética Saúde de Ética Empresarial aposta em inteligência de dados, monitoramento e controle social para combater irregularidades no setor

O painel foi marcado pelo lançamento do EESEE - Ecossistema Ética Saúde Empresarial, iniciativa do Instituto Ética Saúde (IES) voltada à identificação, monitoramento e construção de soluções para práticas antiéticas no setor da saúde. A apresentação foi conduzida por Sérgio Rocha, presidente do Conselho de Administração do IES, e por Filipe Venturini, diretor-executivo da entidade, que destacaram a proposta de integrar tecnologia, inteligência de dados, educação e governança em um modelo permanente de controle social e integridade.

Durante o painel, Filipe Venturini explicou que o ecossistema reúne ferramentas como o Radar Ética Saúde, a plataforma ITES – Inteligência e Transparência da Ética na Saúde, o programa EME – Educação Moral e Ética e o Núcleo Técnico de Ética e Integridade. Segundo ele, o projeto é resultado de mais de 11 anos de atuação do instituto no monitoramento de fraudes, corrupção, desvios de finalidade e práticas antiéticas envolvendo a saúde pública, privada e suplementar.

Um dos principais destaques foi a apresentação da plataforma ITES, desenvolvida para monitorar continuamente dados públicos relacionados ao setor da saúde por meio de inteligência de fontes abertas, integração de sistemas e atualização em tempo real. O levantamento apresentado pelo instituto apontou que o Brasil registrou mais de 622 mil reclamações contra operadoras de planos de saúde entre janeiro de 2024 e março de 2026 junto à ANS, uma média de 864 notificações por dia. O estudo consolidou dados dos principais grupos econômicos da saúde suplementar, responsáveis por cerca de 42 milhões de beneficiários.

Segundo o IES, entre as principais reclamações estão negativas de cobertura, demora na autorização de procedimentos, limitação de rede credenciada e reajustes considerados abusivos. Sérgio Rocha afirmou que a proposta da plataforma é transformar dados dispersos em inteligência estruturada para ampliar a transparência, fortalecer o controle social e identificar problemas que impactam diretamente a assistência aos pacientes.

Além da saúde suplementar, o painel também destacou o monitoramento de irregularidades na saúde pública e privada realizado pelo Radar Ética Saúde, incluindo casos relacionados à corrupção, superfaturamento, fraudes, desvios de recursos e problemas envolvendo Organizações Sociais de Saúde (OSS). Segundo os organizadores, a proposta é criar mecanismos permanentes de identificação de riscos e prevenção de práticas antiéticas em toda a cadeia da saúde.

O painel ainda apresentou o programa EME – Educação Moral e Ética, voltado à inclusão transversal da ética e integridade nos cursos da área da saúde, além do projeto piloto de prestação de contas em tempo real das Organizações Sociais de Saúde (OSS), desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Cejam. A iniciativa pretende ampliar fiscalização, interoperabilidade de dados e monitoramento contínuo dos contratos da saúde pública.

Ao final, os participantes destacaram que o Ecossistema Ética Saúde Empresarial busca consolidar um modelo permanente de inteligência em integridade, aproximando sociedade civil, setor privado e poder público na construção de mecanismos mais eficazes de transparência, governança e enfrentamento às irregularidades no setor da saúde.

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